domingo, 6 de setembro de 2009

Pause 48

Uma curta-metragem que me puxou a atenção.
Sem palavras...



Eu sou ...bem, vocês sabem.

sábado, 5 de setembro de 2009

Sombras

Não interessa quem sejas. Onde vives ou o que fazes. Tu sabes, e melhor que ninguém, que tens algo para dizer. Algo que nunca dirás aos teus mais íntimos. Algo que te consome, aquele silêncio que te corrói. E nunca o poderás dizer. Porque quando o fizeres, perderá todo o significado.

Todo esse silêncio, esse segredo, esse grito mudo que se entala na tua garganta, a sombra que te persegue, é nada mais que tudo aquilo que te define.

Por isso criamos, colocando a nossa vida numa metáfora constante. Seja um texto, seja um livro, uma melodia ou um poema. Criamos para dar voz, volume e alcance a tudo isto que precisa de ser dito, mas mais, de ser ouvido.

E porque devemos dar valor ao talento, dou hoje destaque a uma dessas vozes, a voz de Rafael Loureiro, ou, como se retratou na obra criada, Daimon DelMoona, o seu alter ego.

E, tal como o seu personagem, também o autor se batalhou, mas neste caso pela divulgação da triologia de romances fantásticos Nocturnus, que, após divulgação pela internet e pelo lançamento de uma limitada edição de autor, será a partir de agora distribuída numa livraria perto de vós pela Editorial Presença, a partir de dia 15 de Setembro, começando pelo "Memórias de um vampiro".

Sigam de perto as aventuras de um guerreiro vampírico, num livro cheio de acção e romance.

Podem seguir ainda mais de perto toda a obra e adjacentes pelo link apresentado no vosso lado direito.

Eu sou o Homem do Meio. Soltem a vossa sombra. Até um dia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sunset, sunrise

"And now the night will throw its cover down on me again, and if I'm right, it's the only way to bring me back "
- Norah Jones - Sunrise

É feitio, esta sensibilidade e susceptibilidade às pequenas grandes coisas que nos são oferecidas. Cheguei a um ponto onde dou por mim a ir à procura de significados em coisas como um pôr ou nascer-do-sol. Talvez seja uma fase, ou talvez seja a minha própria vontade desenfreada de encontrar respostas, de me perceber. Talvez seja tempo. Talvez seja um ponto de viragem.

Quem sabe se não cheguei ao meu próprio nascer-do-sol.

Talvez seja tempo. Todas as inseguranças e dúvidas começam a dissipar-se, devagar, as verdades começam a mostrar-se, tímidas, e as conclusões começam a chegar, com este discernimento quase calculista, frio e egoísta.
Talvez seja tempo. De partir com a vontade de agradar a toda a gente menos a mim próprio. E a escolha, este "roda e bota fora" de merecedores do meu eu verdadeiro é simples. Simples como sozinhas e sem qualquer influência as pessoas acabam por se afastar. E prometo que não passo mais que umas horas de luto. Nunca mais.

E talvez seja tempo de mudar. Mudar a minha forma de ver as coisas, de encarar os meus dias. Mudar esta solidão que me conforta, e talvez no dia em que o pôr-do-sol voltar, não tenha de o enfrentar sozinho.

E por tudo isto, um blog de cara lavada.

Eu sou o Homem do Meio. Talvez seja tempo... Até um dia.