sexta-feira, 19 de novembro de 2010

I have a dream.

Onde vou poder um dia entrar pelos escritórios da TVI, a distribuir sandes de mão a toda a gente, começando pelo segurança e terminando na menina da contabilidade.

Mandar valentes tabefes a todos os funcionários daquela...coisa. Subir, andar após andar, semeando o terror por cada gabinete, de mão aberta, ao sabor do vento.

E vai doer. E ficarei com a mão vermelha mas não desistirei. Não, não desistirei. Trata-se de dar lambadas (quer com a frente, quer com as costas da mão) por uma programação televisiva melhor, para esta e a próxima geração.

E espalharei a minha marca pelo edifício, mas não chegará. Não. Será preciso passar agora aos estúdios. E entrar porta dentro, interrompendo as filmagens, mas rapidamente, para que em casa ainda se veja. Desde o camera-man, à miudagem dos Morangos, tudo terá um Natal antecipado, e este ano o Pai Natal traz bofetadas. Mas não umas quaisquer. Estas trazem extra-balanço. E no impacto provocam ondas de choque que se sentirão no dedo mindinho do pé direito. 

E quando todos estiverem agarrados às bochechas incandescentes, passarei à casa do novo reality show, e mudar-lhe-ei o nome. Chamar-se-á "Casa da Berlaitada", e quando por lá acabar, será um programa educativo, para as crianças, que incita ao respeito e boas maneiras.

Mas há algo por resolver. Uma quezília antiga. Telefonarei à Manuela Moura Guedes. E direi que ela tem o emprego de volta. E marcarei uma entrevista. E quando ela chegar estarei preparado. Com tanto chapadão já terei a mão inchada, no tamanho ideal para colocar aquelas beiças de banda. A porta abrir-se-á...

"Olá, o seu nome a partir de agora será Nélinha Boca Torta, e esta é a Direita" (BOFETÃO),
o Homem do Meio.

P.S. - Este post é da responsabilidade dos 5 minutos de Morangos com Açúcar que vi.

domingo, 14 de novembro de 2010

Destined.

headed or intending to head in a certain direction; governed by fate.

Temos uma história. Eu e tu. Em que tu não existias e eu sonhava com a tua sombra no lugar da minha. Onde me fazias falta, e agora nem sequer dou por ti. Quando as saudades de ti, que não conhecia, me asfixiavam a vontade, o andar, o intelecto.


Agora que aqui estás é difícil, acredita, tratar-te como íntimo se durante tanto tempo te vi como um estranho. Custa-me acomodar à ideia de aqui estares, quando já tinha adoptado o adjectivo "impossível" como melhor amigo.

Mas se calhar escolho abraçar-te. Perguntar "por que é que demoraste tanto?". Deixar de falar de ti...de mim na terceira pessoa. Perder tempo para me conhecer. Aceitar-me como o estranho de quem falam tão bem.

Aceitar-me como o estranho de quem falam tão bem.

Soa estranho,
o Homem do Meio.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tentativa

Eu tentei.
Conduzir até ver a luz da reserva...por duas vezes.
Correr até a tosse me tirar o ar.
Descarregar o resto no ginásio, até ao limite da lesão.
Dormir até não precisar de café.
Escrever até rebentar uma caneta.
...

Detesto o silêncio. Mas respeito-o.
E por mais que tente, há imagens que não param de dar, em loop, na minha mente.
Que me fazem querer repetir as anteriores.

Mas não posso,
o Homem do Meio.